dimanche 21 décembre 2008

A long day trip going to Corumbá

As you know, adventures in a trip never can be enough. So this happened too soon.
All things was going well when quite in front at Barra Funda station we realized that was impossible to get in Bolívia without passaport and Summer had forgot it. Basics things which were unchecked but for us, it was always normal.
We tried to call many people but nobody knew explain anything and even so we decided to get into the bus with many questions in our mind… If we can't get in Bolivia, what we gonna do? Come back to São Paulo? Stay in Corumbá just to use the free time for doing nothing? Better than go back home... Though, right in the plataform 24 right front the door of the bus, one kind lady looked at us and said, "Passaports aren't requested, cool it! Just take your DNI" and yeaaah we thought!
Ufa! :)
In fact we should only get at the bolivian border and take our "Documento Nacional de Identidad" or Nacional Identity Card and done!
Very well sweet lady, thanks for the information!
Under a strong storm we begin our long way trip and right on the bus we noticed that had only bolivian passengers except for we two. It would be a nice started and then we caught Castello Branco road [SP 280] toward Corumbá.
We stopped in a small city called Porangaba for eating something and got back to the road. It was almost night, we could see through one side of those large windows many colours coming from one beautiful sunrise.
By the other side, a monster storm was being formed with thunders and lightnings, it was the perfect scene for an adventure trip. During the night, a beautiful starry sky came out and followed us until we fell asleep...
...asleep until a baby start crying after shitting in his pants...
Holy Lord, where did we go wrong?
Even the starry sky was gone just like our mood.
I was enjoying the trip, the ecological air conditioning but from that time on I had my doubts...
Whatever.
In fact the baby have done that but we also did that too because we shat of laught. and a lot!!! kkk. What a shame.
Despite the smelling, the stars came out again followed by Fernando Pessoa poems, by the way, they're amazing! After a while, things come to me in dreams and I could remember part of its.
It was like that...
Fernando Pessoa after dead tried to explain me about the "Absurd Time", one of his theories and he was pointing to one window which had an unbelievable view and I remember of it perfectly. I could see a huge city at night with many lights plenty of life and colours. But his room was completly deep in shadow. What did that mean? He still wrote over his concret bed with no mattress an outstanding poem under a tiny moonlight beam...
For me, all those things were pretty fantastic.
I feel very sorry for not remembering because that poem was a such thing which gives you a dimension of the meaning of the life, but not as deep as you're defining. Simple things related to the human behavior which bring question as why people did, do and keep doing certain things exactly of the same way...
Why?
I fell asleeped again.
If I'm right we stopped two times at the road, one at Assis and another at Presidente Prudente for changing drivers. 'Til tomorrow.

samedi 20 décembre 2008

Só pra dizer um tchau

Sábado, 14:25. Achei a música que ontem eu ouvi voltando do trabalho, alias, meu último dia de trabalho. Ví meus amigos de trampo, uns distantes, outros próximos, outros tão mais próximos que já até sei que vou sentir saudades. Grandes irmãos espalhados por essa terra. Falando em amigos alguns estão saindo de vários lugares desse Brasil pra ver o show da Madonna comigo, tô esperando ver vocês por lá...
Confesso que não queria ficar apreensivo com essa viagem mas de alguma forma, eu sei que será uma grande aventura. Acho que nunca saí do Brasil de ônibus e fica a sensação de horas e horas de viagem em um meio de transporte que praticamente estou na mão de alguem. Enfim.
A trip começa amanhã, Domingo, 16:25. Será um prazer viver tudo isso e voltar pra ficar com vcs de novo. Será também um ano diferente, onde mais uma vez eu passarei meu final de ano longe de muitas pessoas que eu gosto, sei que por muitas vezes pensarei nelas e espero ter bastante ar pra completar esses espaços em branco. Por outro lado terão outras milhares que ainda não me conhecem e que se Deus quiser terão essa oportunidade e eu, a mesma. Só passando mesmo pra dizer um tchau e que amanhã ou Segunda estarei aqui de novo tentando contar alguma coisa de nova por aqui. Segue o som que eu falei, não sou muito fã de Skank mas essa caiu bem. See ya!

mercredi 19 novembre 2008

Qual a sua trilha sonora?

Pela manhã o dia amanhece silencioso. Cinco e vinte e cinco da manhã eu só ouço o tinido do silêncio depois do escândalo do despertador, é claro. Me levanto sonolento, os carros lá fora ainda nem começaram a passar. Tão pouco os cantadores da manhã criaram a mesma coragem que eu. Ainda é noite. No banho, os pingos da água já fazem o primeiro chiado interferente do dia, talvez seja um dos únicos momentos em que eu não queira ouvir nada, nem ver nada. Apago a luz e fico ali esperando a vista se acostumar e quem sabe pegar no sono de novo... Me troco e vou pra fora esperar a Van passar. Aí sim o inferno já está instalado. Centenas de sabias começam a cobiçar as fêmeas do próximo emitindo piados e cantorias com decibéis de um boing. É o que se ganha e o que se perde ao morar perto da praça. Os carros também colaboram, com fumaça, barulho... Eles já estão ali, subindo a ladeira de casa em primeira e geralmente trocam de marcha bem em frente a minha casa, dando aquela aceleradinha trivial pra ficar mais bonito. Além do quê, com certeza nesse horário os carros são mais barulhentos (onde já se viu carro novo sair de casa antes das 6?). Ainda aproveito o som incidental do dia antes de criar o meu próprio. São como aquelas músicas onde há primeiro toda aquela introdução, passos, carros freando, chuva caindo. No meu caso é a buzina da Van mesmo que o japonês que dirige insiste em tocá-la umas quatro, cinco vezes como se todo mundo ao redor fosse obrigado ouvir. Nessa hora é engraçado pois até os passarinhos fazem uma pausa. Já na Van, no mesmo banco, eu tiro os phones de ouvido e faço o dia começar. Nesse percurso de quase duas horas dá pra ouvir muita coisa então eu vou conforme o dia também vai. Hoje por exemplo o sol não veio, quem veio foram as nuvens. Aos montes, coloridas sem cor, brancas e cinzas-chumbo, dia ideal pra ouvir um estilo lo-fi liderado por Nightmares On Wax, Passion. Sem precisar ouvir, a trilha começa bucólica, como a manhã descrita. É como a indecisão que me ronda e me faz questionar todos os dias se é isso mesmo que eu quero pra sempre, acordar cedo, fazer sempre as mesmas coisas e com os minutinhos marcados. Literalmente essa trilha me pergunta, é isso mano? O caminho chega a ser tão grande que trilhas borbulham enquanto eu sonho. Entre uma freada e outra, acordo com Extatic Chill sussurando Emotional, me embrulhando em um casco hermeticamente fechado. Estou só la dentro, num lugar claro, morno e calmo, com todo o tempo do mundo pra pensar. A dúvida criada sobre a rotina vai passando. Até que é gostoso fazer isso vez em quando. Vez em quando... Ainda no esquema lounge, Riviera Rotation vem com suas cordas batendo devagar até bombar meu ouvido com Jericoacoara Surf. É impressionante como as coisas assumem outra proporção. As pernas querem ir pra longe de mim. Pra Jeri talvez. Eu, particularmente sinto vontade de transar, de estar na praia, de beber uma cerveja gelada, de suar a nuca... São duas horas de percurso que na vigília tudo acontece, tudo se transforma mas no fundo sou sempre eu, me acercando de tudo aquilo que me toca. Já no escritório o dia passa com um zumbido imperceptível. Só sinto que ele existe quando são oito da noite e o ar condicionado é desligado. Aí sim eu sei o que é silêncio. Falta o telefone que toca, a risada estranha que ninguém sabe de onde vem, nem quem é o dono, a voz estridente do chefe que quer chamar a atenção, dos amigos que falam com você o dia todo. Essa é a trilha Office do dia. Saindo daqui mais uma vez já anoiteceu. Agora a cidade já fala comigo num tom mais brando, o eco dos carros entre os prédios altos criam aquela atmosfera ruidosa e concisa, uma espécie de canto cibernético que deixa a noite morna de poluição e som. Agora foi. O que tinha que ser já foi, a vida volta a ser a minha novamente. Entro na Van e o cenário mudou bastante. Não tenho mais tanto sono, o que me faz perceber como a cidade é um mar de tanta coisa, mar de luz, mar de barulho, de música, de informação, mar de gente. No frenesí quem comanda é algum DJ inspirado, no caso de hoje* (* há!) Maumau tocando um set gravado na D-Edge, total deep e balançado. Ele compõe o cenário e o descreve de uma forma tão cabível que é como se os mares pulsassem com a trilha. Os carro freiam, o semáforo abre e fecha várias vezes e depois abre de novo. Tudo se mexe menos nós. Parados, engarrafados. Vibrando por dentro. E DJ é assim, tocam por uma ou duas horas no máximo e aí o random do Ipod escolhe o que ouvir antes do destino chegar. Marcelo D2 entra soltando os cachorros na minha orelha e encerra a fuga da cidade citando frases interessantes e dignas de serem recordadas, uma delas dita hoje foi "Há algum momento na vida em que é preciso lutar. É quando o sonho da gente resolve um dia voltar". Ótimo! O contexto do dia resumindo foi excelente. E é feito dia após dia em conjunto com o que se sente. Não existe uma trilha que não combine com você a não ser àquela que você sente. Enfim, chego em casa e vou nadar. No fim do dia, mergulhado na piscina, os sons se embolam no meu inconsciente e a profundidade faz do sentidos o ambiente acolhedor e por vezes hostil, como se não existisse mais ninguém no mundo além de mim. Aproveito pra pensar bastante enquanto submarino submerso no profundo oceano azul. Obrigações feitas, é hora de dormir. A melancolia volta a cair sobre o bairro que já dorme enquanto eu permaneço acordado buscando saber quem ou o quê irá me fazer dormir. Procuro algo como se fosse o último instante que me importasse do dia. Procuro por alguma coisa que transforme mais uma vez aquela melancolia dolorida em algo útil. Não pelo fato da melancolia em si ser algo que me desagrade mas sim pela certeza de que posso mudar tudo e sempre apenas com a mudança do caminho, outra trilha a percorrer, outra trilha pra ouvir. O nome pode parece engraçado mas entre tantas coisas, foi o que eu achei como um grão de ouro entre todas as milhares de músicas que eu tive acesso. Era aquilo que eu queria ouvir. A música veio com imagem, gosto, cheiro e toque embutido de brinde. Picnic Music (Soundtrack do filme francês "Nos Enfants Chéris") de Jean Philippe Goude, o francês que com os violinos e a melodia orquestrada me abriu mais uma vez as portas do mundo desconhecido que sempre me esteve disponível. O mundo alternativo dos sonhos, das coisas que eu queria ter feito, das coisas que fiz, das coisas que nunca talvez vá fazer. É assim que eu quero meu dia, nem tão repleto de felicidade, nem cheio de tristeza. Eu quero todos assim.
Afinal, toda a forma de sentir é igualmente grandiosa em intensidade e aberta aos que permitem se influenciar. Trilhas e rumos, sons e canções.
Just feel it.

jeudi 1 mai 2008

Samba Saravah (Stacey Kent)

Une chanson plus brésilienne que française! Etre heureux, c'est plus ou moins ce qu'on cherche, J'aime rire, chanter et je n'empêche Pas les gens qui sont bien d'être joyeux. Pourtant, s'il est une samba sans tristesse, C'est un vin qui ne donne pas l'ivresse; Un vin qui ne donne pas l'ivresse, Non, ce n'est pas la samba que je veux. J'en connais que la chanson incommode, D'autres pour qui ce n'est rien qu'une mode, D'autres qui en profitent sans l'aimer. Moi, je l'aime et j'ai parcouru le monde, En cherchant ses racines vagabondes; Aujourd'hui, pour trouver les plus profondes, C'est la samba-chanson qu'il faut chanter. On m'a dit qu'elle venait de Bahia, Qu'elle doit son rythme et sa poésie À des siècles de danse et de douleur. Mais quel que soit le sentiment qu'elle exprime, Elle est blanche de formes et de rimes, Blanche de formes et de rimes, Elle est nègre, bien nègre, dans son coeur.

mercredi 30 avril 2008

Pescando gente

Ontem foi uma noite bem interessante. Estava voltando do trabalho com a cabeça cheia de idéias, cansado, tinha tido aula de inglês e quase era possível dizer, hi, como estás? oui, very good! Mierda! Alias não sei se estudar três idiomas ao mesmo tempo é bom pra a preservação da sanidade humana. Enfim.
Minutos antes de ir embora, uma tempestade caiu e o resto vcs já podem prever, a cidade de São Paulo virou um pleno caos. Sentei confortavelmente no banco da van que vai pra São Bernardo e ainda pensando no início do blog, minha cabeça fervilhava de idéias e aquilo me fazia muito bem. O fato de começar a pensar sobre o que eu iria escrever hoje me deixava muito excitado. Pensei, pensei, fodeu. Me irritei. Desisti.
Nessas horas a magiquinha incrível da vida aciona o play. Estava eu sentado quando uma amiga me perguntou se um tal churrasco que eu tinha convidado a galera de fato iria rolar. Com certeza iria rolar porém ela me disse que não iria pois tinha terapia. Muito engraçado quando o motorista da van lhe perguntou qual era a real intenção ou problema que a levava a passar num terapeuta! Caralho meu, isso é pergunta que se faça? Lóooogico que é! E com jeitinho ela começou a soltar e falar, falar, falar até quando de repente estávamos debatendo sobre o que fatos externos faziam da nossa vida um verdadeiro inferno.
Ela tinha sido traída e com quase quarenta anos nunca mais conseguira se apaixonar por outra pessoa. Era o seu discurso, everyday!
Sabe, falando com ela sobre esse assunto, senti tanta confusão em sua mente e que um leve nó na garganta vinha e desaparecia. Como é difícil estar dentro de mós mesmos pra nos avaliarmos. Parece ser tão fácil quando vemos uma situação de fora, tudo parece tão mais fácil...
Eu queria dizer à ela, esquece tudo, a vida é uma só, vc está perdendo tempo nessa sua curta vida, curta-a! Pois chegará um momento em que a falta de saúde não lhe permitirá mais nem tentar. Enfim, se conselho fosse bom, ninguem precisava morrer a míngua. Ou então abrir um blog pra descarregar. Final das contas, os três falaram das maiores decepções de vossas vidas e no fim, ficou muito claro perceber que o que realmente devemos fazer é gostar de nós mesmos e deixar pra lá se os outros não estão nem aí pra sua fidelidade, pro seu amor, pros seus anseios de ter alguém e acreditar que este não vai sair por aí fodendo com todo mundo e mentindo pra gente. Ou seja, eu nas condições que venho observando, dificilmente existe. Mas eu sou um cara muito esperançoso. Muito mesmo. Então eu tento e insistentemente eu me rasgo e me destruo porque ainda acredito.
Após esse papo eu adormeci e a tormenta ainda caía do lado de fora. Shhhhhhhhhhss, algo derrapa do lado da van que estava parada no pedágio. Era uma "motogirl". Ódio ou não eu senti dó, tanto dela quanto do motorista que teve sua lanterna furada pelo guidon. Mais uma vez eu e o sr. motorista iniciávamos mais um papo sobre "c'est la vie" e "life is a bitch". Sorte ou azar, ser ou não ser, por que as coisas são assim ou assadas, pobres de nós ó pai do céu, tirai-nos destes caminhos "triplamente duplicados" e que somos obrigados a escolher todos os dias. Minha tatuagem inclusive será sobre uma teoria filosófica sobre a bipolaridade dos caminhos e apenas uma verdade, mas essa é outra estória.
Ao chegar em casa, meu corpo pedia uma cama, ao menos 10 minutinhos. Pum! Foi o suficiente pra eu me descolar do corpo e me ver praticamente sendo esganado em minha própria cama. Loucura? Pode ser, mas antes pergunte ao Wagner Borges sobre "experiências fora do corpo" (http://www.ippb.org.br/), ele me iniciou, agora eu sei que coisas tipo além vida acontecem e que inclusive preciso visitar Janis em algumas dessas minhas viagens fantásticas. Voltando ao quarto macabro, eu acordei muito, mas muito assustado. Peguei o carro e fui ao dentista, ela não me esperou. Atrasado? Não, não estava. Sei lá o que anda acontecendo. Sinais do apocalipse pra mim? Que ótimo!
Voltei pra casa e fechei minha noite ouvindo "causos" sobre Baruch Spinoza. Fantástico. Esse cara copiou exatamente o mesmo texto que postei sobre a insustentabilidade da felicidade. Eu adoro essas coisas, o cara viveu mais ou menos em meados de 1670 e mesmo naquela época tinha gente que falava sobre o homens que colocam prefixos pra designar coisas a que não conhecem. Como Mortal, nós sabemos o que significa, porém Imortal não, talvez pque nunca tenha sido vivida. As coisas que são vivemos, não damos um nome à ela. Exato!
E o que não conhecemos a fundo, botamos por exemplo, "i" diante da palavra, ora "in", enfim. Foda-se, não vou explicar mais uma vez. (Eu sei, devo ter me perdido).
Ele, Spinoza e eu sabemos que quando "in" voluímos, é neste momento que realmente estamos "e" voluindo. E que, quando dizia ontem sobre insatisfação gerar desejo, ele também me copiou, escreveu diferente mas copiou! Desgramado!
Isso tem o mesmo sentido pra nós dois! Porra! Será que eu fui Spinoza?
E por que não? Quem sabe uma versão mais aprimorada de um louco e solitário sem nada pra fazer véspera de um mega feriado e só na empresa? Palmas pra ele minha gente...
Bom, beleza. As vezes eu falo demais, deve ser por isso que ninguem me leva a sério.
Ao navegante, eu fico por aqui. Que a viagem continue a seguir bem pra vc. Estarei aqui se precisar, ao menos em espírito.
E trazendo mais de onde venho, só pra te agregar.
Espero.

mardi 29 avril 2008

A insustentabilidade da felicidade

Eu inicio este blog materializando pensamentos que foram como faíscas durante essa semana toda. Bem, na verdade não só nela mas em vários e breves momentos da minha vida. Felicidade. Ela existe de fato ou não? Maldita pergunta. Enfim. Essa é mais uma pergunta que todo ser humano racional e com um mínimo de discernimento sobre o seu objetivo durante a vida pensa ao menos uma vez. O que realmente nos traria a felicidade? Eu posso dizer que eu não sei defini-la, tão pouco redigir uma teoria verídica sobre ela pois não sou um pensador, nem filósofo, nem louco. Eu sou a vida de fato. E nela estão contidos momentos em que eu sei que a felicidade já me ocorrera antes.
E sempre foi assim. A impermanência talvez seja a parte da felicidade que mais me irrita. Me lembro, por exemplo, quando meu sobrinho nascido prematuro de 6 meses olhou pela primeira vez em meus olhos e sorriu. Eu sabia que aquilo que sentia era a felicidade. Não por mim que apenas ganhava um sobrinho, mas sim o fato de que naqueles olhos e naquele embrenhado de sentidos, ele seria mais um condutor da felicidade. E foi contando pra um amigo sobre a raiva dessa insustentabilidade é que uma outra palavrinha me veio à mente. Satisfação. Depois que ela entrou nessa sopinha de idéias, a própria idéia da felicidade se auto-definiu. A felicidade está até onde a satisfação não nos cabe mais. Isso quer dizer que se estamos satisfeitos, a felicidade é como um véu que nos cobre, evitando assim que o mundo externo venha novamente nos oferecer desafios e anseios que farão da nossa vida mais uma vez um inferno em busca da felicidade. E ela tem dessas, ora ela vem e invade nossas almas para em seguida nos deixar a abstinência. Muitos dizem que o importante não é chegarmos lá e sim viver em plena satisfação até atingirmos ou não nossos objetivos. Eu digo que não. Eu sei que nunca vou estar satisfeito com nada. Sei que a satisfação, assim como a felicidade tem um período de vencimento muito curto. E quando entra o prefixo “in” na estória, é que realmente mergulhamos dentro de nós mesmos em busca de respostas. Se estamos satisfeitos, dificilmente nos damos a chance de indagarmos sobre mais. Porém, se nos afundamos na insatisfação, é ali que estará os anseios de uma vida cheia de emoção. A infelicidade faz parte. Assim como inúmeros “in” que iremos nos deparar ao longo de nossas vidas, insegurança, insensatez, incerteza. São nesses momentos de “in”trospecção que nos surge a essência, e a regra de uma vida inteiramente feliz se esgota. Eu posso dizer que a felicidade é mesmo espontânea, nunca me fez parar pra pensar, mudar, querer sair correndo e comprar frutas numa banquinha de frutas como fez Amelie, enfiar a mão no saco de alpiste e sorrir pois eu já me estaria me dando por satisfeito. Passamos a vida trabalhando pra ganhar mais dinheiro e quando o recebemos, nada mais é do que a recompensa de ter trocado uma vida inteira por ele. Talvez o dia em que eu for plenamente satisfeito será o momento mais depressivo da minha vida, que significa que não há mais nada dentro de mim que me faça querer mais. Eu gosto é da insatisfação. Da infelicidade. É nela que eu descubro a cada dia que eu sou um ser mais vivo que todos os demais e não menos agraciado por Deus. Sei somente que estarei repleto de vontades que sempre se transformarão em mais novas vontades. Talvez quanto mais “in” eu esteja dentro dos parâmetros da felicidade, mais eu esteja em contato comigo mesmo, observando como um segundo espectador a minha própria vida de um novo ponto de vista. Seja como for, agradeço por ainda achar soluções pra essa ausência de felicidade. E se acaso eu verdadeiramente não achá-la, será o momento em que eu terei a certeza de que um dia já fui feliz e que ela com toda a razão já batera em minha porta. E que eu de fato a percebi. Viva a insustentabilidade da felicidade. Viva a introspecção, O método mais delicioso de acreditar que a felicidade de fato existe.

lundi 28 avril 2008

Controvérsias

Dilemas da vida, ser ou não ser, eis a questão.